WFC leva a energia da competição Jack and Jill ao Festival Matrizes em Itaúnas
O WFC é um campeonato de dança no formato Jack and Jill que valoriza a improvisação e a diversidade de estilos no forró. Criado em Brasília, o torneio chega pela primeira vez a Itaúnas, no Festival Matrizes, onde será realizado no Buraco do Tatu no dia 16 de julho.
Torneio chega pela primeira vez ao Buraco do Tatu, no dia 16 de julho, e promete celebrar a diversidade de estilos
Por David Chaves
Consolidado como uma das principais competições de Forró do país, o WFC Jack and Jill terá pela primeira vez uma edição em Itaúnas (ES), durante o Festival Matrizes. No dia 16 de julho, o Buraco do Tatu será palco do campeonato, que reúne forrozeiros de diferentes estilos e prioriza a improvisação e a conexão entre pares formados na hora.
Nesta entrevista ao EQMescapuliu, os idealizadores do WFC, Victinho Maia e Pamela Barrón, falam sobre a história do torneio, a importância simbólica de Itaúnas e o que esperar desta edição especial.

EQMescapuliu: O WFC é um torneio consolidado e respeitado no cenário do Forró. Como surgiu a ideia de levar essa competição para o Festival Matrizes, em Itaúnas?
WFC: O WFC (Workshop de Forró na Capital), na verdade, começou em 2012 apenas como um evento de aulas de Forró. O Victinho queria estudar outros estilos e viu no workshop uma forma de aprender com profissionais de fora, além de oferecer aos alunos novas visões e técnicas.
Em 2022, quando o WFC completou 10 anos, a Pam sugeriu fazermos um Jack and Jill para celebrar a data. A competição foi um sucesso, e desde então ela passou a fazer parte oficial da programação do evento — junto com as aulas e os bailes.
Em 2024, iniciamos uma conversa com o Buraco do Tatu sobre patrocinar os vencedores do WFC com passaportes. Dessa parceria surgiu o convite para organizarmos o Jack and Jill WFC no próprio Buraco do Tatu. Ficamos muito felizes com a proposta e com a oportunidade de levar o torneio para um lugar tão especial.

EQM: Para vocês, idealizadores do WFC, qual é o significado simbólico e afetivo de realizar o torneio justamente em Itaúnas, um lugar tão emblemático para o Forró?
WFC: Fazer o Jack and Jill em Itaúnas é motivo de muito orgulho pra gente. Mais do que uma competição, o Jack and Jill tem a missão de valorizar os dançarinos e mostrar como é incrível quando estilos diferentes se encontram na dança.
Transmitir essa mensagem de diversidade de estilos e troca em um lugar tão mágico, que atrai tantos forrozeiros, é uma grande responsabilidade — e estamos super animados e honrados com isso.
EQM: O Jack and Jill tem um formato muito particular. Na visão de vocês, qual é a principal vantagem desse modelo? E qual a grande diferença dele para os campeonatos tradicionais de Forró em duplas fixas?
WFC: O Jack and Jill é uma competição em que os pares e as músicas são sorteados na hora — o que torna tudo mais imprevisível e desafiador. Os participantes precisam ter muita adaptabilidade, conexão instantânea com o par e criatividade na improvisação.
Esse formato leva a espontaneidade da pista para o palco, resultando em apresentações únicas.
Mais do que uma disputa, o Jack and Jill é um momento de celebração coletiva. A cultura do campeonato é de apoio mútuo: os participantes torcem uns pelos outros, e o foco está menos em quem vence e mais em construir, juntos, um espetáculo de improviso.
Ao contrário dos campeonatos com duplas fixas, aqui a magia está justamente na beleza do improviso — nos pares que se formam sem ensaio prévio, na troca entre estilos diferentes e na construção coletiva de um momento cheio de verdade e energia boa.
EQM: Sobre a avaliação: o campeonato premia os dançarinos individualmente ou em dupla? E os prêmios são separados por categoria (condutor e conduzido) ou entregues juntos ao par vencedor?
WFC: A competição é dividida em duas fases. Na fase preliminar, os dançarinos são avaliados individualmente, com base em critérios como técnica, criatividade, conexão e musicalidade.
Na final, formamos novas duplas sorteadas entre os finalistas (cinco condutores e cinco conduzidos), e a avaliação passa a ser da dupla, mantendo os mesmos critérios.
As premiações são entregues aos pares vencedores: 1º, 2º e 3º lugares.
Nesta edição, contamos com o apoio da VemVem, Festival Forró Leman, Pousada Manancial e Asas do Vento, que vão ajudar com os prêmios.

EQM: Qual a expectativa para essa edição, especialmente com a participação de grandes nomes da dança? Quantos competidores?
WFC: A expectativa está altíssima! Ficamos muito felizes (e até um pouco surpresos) com a rapidez com que as vagas se esgotaram. Muitos nomes incríveis se inscreveram!
Para manter a qualidade da experiência — tanto para os competidores quanto para os jurados — limitamos a competição a 20 condutores e 20 conduzidos.
Acreditamos que será uma noite memorável!
EQM: Para quem não puder estar em Itaúnas no dia da competição: haverá transmissão online ou outra forma de acompanhar o campeonato à distância?
WFC: Sim! Vamos fazer uma live no Instagram do @wfc_workshopdeforronacapital para quem quiser acompanhar de longe.
Mas, pra quem tiver a chance de estar lá presencialmente, a gente super recomenda! A energia ao vivo é única — e ainda teremos sorteio do novo tênis da VemVem entre o público presente. Vai ser uma festa linda!
5º Torneio de Forró Dança – Edição Matrizes
Além do Jack and Jill do WFC, o Festival Matrizes será palco de outra importante competição de dança: o 5º Torneio de Forró Dança – Edição Matrizes. Realizado no Buraco do Tatu entre os dias 13 e 15 de julho, o torneio reúne duplas amadoras e profissionais, que passam por fases classificatórias, semifinais e finais, sempre avaliadas por uma curadoria técnica. A competição destaca coreografias e performances espontâneas, valorizando tanto a técnica quanto a expressão artística dos dançarinos.
Com diferentes formatos e propostas, os dois torneios reforçam a diversidade da cena forrozeira em Itaúnas e transformam o Buraco do Tatu em um verdadeiro palco da dança a dois durante o festival.