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Quando o Forró vira movimento: o papel de Genebra na consolidação da cena europeia

O forró na Europa deixou de ser apenas festa e se consolidou como movimento cultural estruturado. Em Genebra, o Festival Forró WFC Léman reúne formação técnica, intercâmbio internacional e conexão direta com o Nordeste, fortalecendo a cena europeia e posicionando a cidade como um dos principais polos do forró internacional.

Quando o Forró vira movimento: o papel de Genebra na consolidação da cena europeia

Com formação técnica, intercâmbio cultural e conexão direta com o Brasil, o Festival Forró WFC Léman se consolida como um dos principais polos do forró internacional

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O forró na Europa deixou de ser apenas uma festa temática brasileira. Hoje, ele opera como movimento cultural estruturado, com formação técnica, intercâmbio internacional e fortalecimento de comunidade.

Entre grandes festivais que ajudam nessa consolidação está Festival Forró WFC Léman, que realiza sua próxima edição entre 27 e 29 de março de 2026, em Genebra, na Suíça.

Em 2025, o festival reuniu cerca de 500 participantes de 10 nacionalidades, incluindo Brasil, França, Itália, Finlândia e Estados Unidos. Foram mais de 20 horas de workshops, competições de dança, shows ao vivo e o futuro dos bailes.

A programação de 2026 vai além do entretenimento. Inclui formação técnica, nivelamento, rodas de conversa e curadoria artística que conecta diretamente a cena europeia às suas origens no Brasil.

Entre os artistas convidados estão nomes como Targino Gondim, Nando Nogueira e Moinho D’água, que fez sua primeira turnê pelo velho continente, reforçando o intercâmbio cultural e a presença da tradição brasileira no circuito internacional.

Para a brasileira e nordestina Ivelone Peter, produtora de eventos e organizadora do festival, o Léman atua de forma estratégica para fortalecer a cena europeia sem descaracterizar a essência do forró.

“O Festival Léman trabalha para manter a Europa conectada ao que está vivo no Brasil. Convidamos músicos e DJs de referência, promovemos debates que contextualizam a cultura nordestina e investimos na formação técnica da dança. Ao reunir professores, realizar o Jack and Jill em parceria com o WFC e resgatar a discotecagem em vinil, buscamos preservar a essência social do forró e levar a cultura brasileira de raiz à Europa com respeito e autenticidade”, disse.

O que se consolida em Genebra é mais do que um evento anual. É um polo estratégico de difusão do forró pé de serra na Europa, com organização estruturada, alcance internacional e impacto direto na formação de novos públicos.

Se no Brasil o forró é herança, na Europa ele se afirma como escolha consciente — estudada, praticada e valorizada.

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