João Gomes mantém desejo de lançar álbum autoral: “A gente também quer um tempo pra estúdio”
Cantor diz que mantém composições próprias guardadas e revela que Mestrinho teve papel importante para que ganhasse mais confiança na própria escrita
João Gomes não abandonou o desejo de lançar um álbum formado por composições próprias. O projeto, mencionado pelo cantor no ano passado, em suas redes sociais, continua nos planos, mas esbarra hoje em algo cada vez mais disputado em sua rotina: tempo para se dedicar ao estúdio.
Em entrevista ao EQMescapuliu, João contou que continua compondo e já acumula material autoral. Entre shows, publicidade e outros compromissos profissionais, no entanto, encontrar espaço na agenda para transformar essas músicas em um novo trabalho tem sido um dos desafios.
Eu escrevo muita coisa e às vezes acabo até esquecendo que essas músicas estão ali, guardadas em algum lugar
A vontade de levar esse repertório para o estúdio permanece. Ao falar sobre o assunto, João refletiu justamente sobre a velocidade que sua carreira ganhou e a quantidade de projetos que precisa conciliar.
“Eu só peço a Deus um tempo, assim, que eu tenha saúde e força, porque a gente vai escrevendo tanta coisa e vai sonhando tanto, assim, que às vezes parece que o tempo tá passando que nem uma bala”, afirmou.
A rotina ajuda a explicar essa sensação. João cita os shows e os trabalhos publicitários como parte de uma agenda que ocupa boa parte de seus dias, ao mesmo tempo em que existe o desejo de reservar espaço para a criação.
“A gente vai vivendo o nosso trabalho, seja no show, seja na publicidade. E aí a gente também quer um tempo pra estúdio”, completou.
Mestrinho e a confiança para compor
Enquanto busca esse tempo, João Gomes também vem desenvolvendo sua relação com a composição. O cantor contou que teve a ajuda de amigos para construir um repertório próprio mais amplo e destacou especialmente a influência de Mestrinho, seu parceiro no projeto Dominguinho, ao lado de Jota.pê.
Segundo João, o contato com o sanfoneiro mudou inclusive a confiança que tem naquilo que escreve.
O próprio Mestrinho me ensinou muita coisa e aí eu fiquei muito mais confiante com o jeito que eu escrevo
Essa confiança parece ter mudado também a maneira como João avalia suas próprias músicas. Para ele, uma composição não precisa necessariamente nascer perfeita para ter valor. Existe algo pessoal colocado naquele processo que também faz parte de seu desenvolvimento como artista.
“Por mais que a música não seja das melhores, ainda é meu coração que tá sendo colocado ali no papel. Então, acho que essas coisas são muito importantes pra gente se desenvolver.”
João não revelou quando pretende entrar em estúdio nem estabeleceu uma previsão para o lançamento do álbum. O desejo, porém, permanece: as composições continuam surgindo e sendo guardadas à espera de um espaço na agenda para que possam finalmente ganhar um projeto próprio.