“A Munganga Que Ficou” resgata a memória e o legado de Genival Lacerda em novo documentário
O documentário A Munganga Que Ficou – O Legado de Genival Lacerda resgata a trajetória do ícone do Forró em 15 minutos. Inspirado por uma história familiar, o filme reúne relatos e arquivos para preservar a memória do artista e valorizar a cultura nordestina. A obra segue em busca de festivais.
Filme, produzido pelo músico Rodolfo Willame, mergulha na trajetória do mestre da irreverência nordestina e conta com o apoio da família do artista.
Por David Chaves
Um dos nomes mais emblemáticos do Forró, Genival Lacerda é tema do documentário “A Munganga Que Ficou – O Legado de Genival Lacerda”, produzido como trabalho de conclusão de curso do Centro Audiovisual (CAV), pelo músico Rodolfo Willame.
Com apenas 15 minutos de duração, o filme busca sintetizar, com respeito e irreverência, a grandiosidade de um artista que deixou marcas profundas na cultura nordestina.
A principal motivação para o projeto nasceu dentro de casa: o pai do músico, que tocou zabumba em um show de Genival na cidade de Montadas (PB), sempre compartilhou com orgulho essa lembrança. O afeto familiar se transformou em inspiração para contar, em forma de documentário, um recorte do legado do artista.
“O maior desafio foi justamente esse: resumir a obra de Genival em apenas 15 minutos. Ele tem história para uns cinco documentários, e ainda assim seria pouco”, explica o autor.
Para construir a narrativa, o projeto contou com registros já existentes, como podcasts e o documentário O Rei da Munganga. Mas a principal fonte foi João Lacerda, filho do artista, que contribuiu diretamente para o resgate afetivo e histórico do pai.
Segundo o autor, essas produções são essenciais para preservar a memória de grandes mestres da música popular, resistindo à invasão de ritmos e conteúdos que se distanciam das tradições nordestinas.
“Valorizamos a cultura regional e garantimos que figuras como Genival sigam vivos na lembrança de quem veio depois.”, disse.
O documentário foi exibido na banca de avaliação do CAV e, agora, segue em busca de novos espaços. O diretor está mapeando festivais e circuitos culturais onde a obra possa ser apresentada a outros públicos.
“Se Deus quiser, ele ainda vai seguir sua caminhada. Genival merece continuar mungangando por aí”, finalizou.