Chambinho do Acordeon revive Luiz Gonzaga em Légua Tirana
Chambinho do Acordeon, que volta a interpretar Luiz Gonzaga no filme Légua Tirana, fala sobre a honra e a responsabilidade de viver o Rei do Baião no cinema. Ele destaca como o personagem transformou sua vida, amadureceu sua carreira e revela ao público um Gonzaga menino, já visionário.
Ator e músico fala sobre os desafios e emoções de interpretar o Rei do Baião mais uma vez no cinema. Filme estreia nesta quinta-feira (21).
Por David Chaves
Na véspera da estreia de Légua Tirana, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (21), o sanfoneiro e ator Chambinho do Acordeon conversou com o EQMescapuliu sobre sua relação com Luiz Gonzaga e os aprendizados de dar vida ao maior ícone da música nordestina nas telonas. Com emoção e gratidão, ele conta como a sanfona abriu caminhos para o cinema e como o novo longa mergulha nas origens do menino que se tornaria Rei.
Confira entrevista completa
EQM: Chambinho, você retorna ao papel de Luiz Gonzaga em Légua Tirana, mais de uma década após “Gonzaga – De Pai pra Filho”. Como foi receber esse convite e o que sentiu ao vestir novamente a pele do Rei do Baião?
Chambinho: É sempre uma responsabilidade revisitar esse personagem que nada mais é do que nosso grande Rei da música nordestina, um gênio. Eu sempre sinto uma grande honra poder cantar, interpretar e falar de Luiz Gonzaga.
EQM: O que mudou em você, como artista e como pessoa, entre essas duas interpretações? Você acredita que amadureceu também como Gonzaga?
Chambinho: Na verdade, desde quando aceitei fazer o primeiro filme, muita coisa mudou no sentido de conhecer o universo gonzagueano. E o que mudou de um para outro foi conhecer ainda mais a responsabilidade e, agora, a gratidão. Interpretar Gonzaga mudou minha vida e, com certeza, amadureci muito como profissional mergulhado nesse universo.
EQM: Em algum momento da sua trajetória você imaginou que teria a oportunidade de representar Luiz Gonzaga nas telas e mais de uma vez?
Chambinho: Nunca imaginei que a sanfona me levaria para o cinema. Quando recebi o primeiro convite, pensei que faria uma pequena participação como sanfoneiro e, na verdade, foi um presente incrível, em que dei vida ao personagem de Gonzaga. E no segundo convite, quando o diretor me explicou o enredo, me animei novamente, por ser outra ótica, outra proposta, mas também muito rica em conhecimento da vida de Gonzaga.
EQM: Como foi o processo de preparação para este novo filme? Teve alguma diferença marcante em relação ao primeiro longa?
Chambinho: No primeiro eu comecei do zero; neste, o diretor já tinha um Gonzaga em mim, então foi mais rápido.
EQM: O filme Légua Tirana traz novas camadas da vida de Gonzaga ou um recorte diferente? Como você descreveria o Gonzaga que o público vai conhecer agora?
Chambinho: Légua Tirana conta a infância de Gonzaga, justifica sua formação, quem ensinou o quê… e mostra também ele ainda com pouca idade, mas já gigante em raciocínio e em decisões. O público vai conhecer o menino que virou Rei.