Revista Arrebol lança sexta edição com olhar para quem está construindo o Forró de agora
Com o Trio Dona Zefa na capa, nova edição reúne Diego Oliveira, Coisa de Zé, Nina Oliveira e reportagem sobre o Estilo Itaúnas; publicação digital e gratuita chega nesta quarta-feira (30)
Quem serão os artistas lembrados quando, daqui a alguns anos, alguém contar a história do Forró deste período? A sexta edição da Revista Arrebol, lançada nesta quarta-feira (30), parte justamente desse olhar para reunir personagens, trabalhos e movimentos que ajudam a construir o presente do gênero.
Digital e gratuita, a publicação mantém o compromisso com a memória e as tradições do Forró, mas propõe nesta edição uma atenção especial para aquilo que está acontecendo agora. Afinal, os artistas que contarão a história do Forró no futuro estão fazendo Forró hoje.
Na capa está o Trio Dona Zefa, que completa 24 anos de trajetória em 2026. A reportagem percorre a história do grupo e a escolha de construir uma carreira ligada ao Forró tradicional, passando pelo processo de profissionalização, reconhecimento, relação com o público e os caminhos que o trio ainda pretende percorrer.
Do repertório às redes sociais
Esse olhar para o presente também aparece em outras pautas da edição.
Diego Oliveira levanta uma discussão importante sobre repertório: além de reverenciar os grandes mestres e clássicos do gênero, é preciso fazer circular as músicas produzidas pelos artistas contemporâneos. Na entrevista, ele fala sobre a decisão de incluir em seus shows composições de quem está produzindo Forró atualmente e sobre a importância desse movimento para a renovação do repertório.
Já o Coisa de Zé aborda uma questão cada vez mais presente na carreira dos artistas: as redes sociais. O grupo conta como passou a trabalhar essas plataformas de maneira estratégica e discute uma diferença fundamental no ambiente digital — alcançar muitas visualizações não significa necessariamente conquistar público para a música e para os shows.

A dança vista de dentro de Itaúnas
A sexta edição também abre espaço para a dança com uma reportagem sobre o Estilo Itaúnas.
A matéria busca compreender a dança a partir da perspectiva de quem nasceu e viveu na Vila de Itaúnas, no Espírito Santo, recuperando sua formação, características e transformações.
A reportagem também entra em uma discussão que há tempos movimenta as pistas: a relação entre o Estilo Itaúnas e o Roots, observando aproximações e diferenças entre as duas formas de dançar.
Nina Oliveira e os novos caminhos
Outra personagem da edição é Nina Oliveira. Cantora e compositora, ela fala sobre a presença do Forró em sua formação musical e sobre como essa relação ganhou mais espaço em seu trabalho.
A conversa passa pelo EP Tocou um Forró e pelos caminhos que Nina pretende seguir a partir dessa aproximação cada vez maior com o gênero.
As diferentes pautas ajudam a materializar a proposta editorial da nova Arrebol: olhar para o Forró como uma cultura que preserva uma história fundamental, mas que continua sendo escrita diariamente por quem compõe, toca, canta, dança, produz e movimenta suas diferentes cenas.
“Nesta edição, quisemos olhar para quem está fazendo o Forró acontecer agora. Preservar a história e reconhecer os mestres é fundamental, mas também precisamos ouvir, divulgar e valorizar os artistas que estão construindo suas trajetórias neste momento”, afirma David Chaves, editor da Revista Arrebol.
A sexta edição pode ser lida AQUI.